História

Há relatos a respeito da Ilha de São Vicente apenas dois anos após o descobrimento do Brasil, em 1502, pela expedição de Américo Vespúcio para o reconhecimento da costa brasileira. Ao passar pela ilha dantes conhecida pelos indígenas sob o nome de Goiaó (ou Guaiaó), a expedição decidiu dar-lhe o nome do santo do dia, São Vicente.

A coroa portuguesa não se interessou muito pela região durante os trinta anos que durou à expedição. Neste período, vários corsários e piratas visitaram à região em busca do pau-brasil, madeira nobre que era objeto de cobiça na época.

Porém, em 1531, devido à decadência nos negócios da coroa portuguesa na Índia, o Brasil voltou ao centro das atenções. Uma esquadra de demarcação e posse de territórios foi enviada pelo monarca D. João III à Ilha de São Vicente. O chefe da esquadra,  Martim Afonso de Sousa, encontrou na entrada do atual estuário de Santos (Ponta da Praia) um pequeno povoado e um atracadouro,
conhecido como Porto de São Vicente. Cosme Fernandes que era um dos degredados trazidos pela expedição de Américo Vespúcio havia fundado aqui essa colônia, e prosperava graças ao comércio com os indígenas. A vila de São Vicente também refletia a prosperidade das atividades econômicas de Fernandes.

No entanto, Martim afonso de Sousa, quando chega aqui expulsa Cosme Fernandes das terras e ocupa o porto de São Vicente. Em seguida faz a destribição das terras na parte norte da ilha, conhecido como sítio Enguaguaçu, onde se estabelecem os colonizadores portugueses. A vida do novo povoado, entre 1530 e 1543, passou a girar em torno do engenho e do plantio.

Em 1543, Brás Cubas conseguiu a transferência do Porto para o sítio do Enguaguaçu, que era mais seguro e o povoado era necessário para as embarcações que aportavam e também para o fornecimento das mercadorias exportdas. O fidalgo português também promoveu a instalação de um hospital, nos moldes da Santa Casa de Lisboa, com isso acelerou o desenvolvimento do local. O hospital foi recebeu o nome de Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, e foi o primeiro hospital das Américas. O povoado de Enguaguaçu passou então a ser conhecido como o Povoado de Todos os Santos. Dessa forma, a importância pelo povoado cresce, e o mesmo é elevado à condição de vila por Brás Cubas em 1546, vivendo os seus primeiros anos de ocupação por imigrantes portugueses e espanhóis.

Para Santos a segunda metade do século XVI foi bem significativa, pois em 1550 criarou-se ali a Alfândega de Santos, neste mesmo ano houve a chegada dos jesuítas para a catequização dos índios tupis. Em 1552 foi criado o arsenal de defesa e em 1589 instalou-se na região a ordem dos carmelitas. Mas não foram só glórias, também foi um período dificil em que Santos sofreu com invasão e com saques dos corsários, por ser um porto relativamente próspero.

No século XVII, seguindo a tendência de toda a Capitania de São Vicente, a vila de Santos entrou em um longo processo de estagnação. Muitos habitantes na tentativa de buscar uma forma de sustento, se uniram aos habitantes da vila de São Paulo de Piratininga e partiram nas expedições conhecidas como bandeiras, rumo a novas descobertas.

Já no fim do século XVIII, a vila de Santos retoma o desenvolvimento e sua população começa a crescer. É construída a estrada de ligação de Santos com São Paulo, conhecida como Calçada do Lorena, junto a isso começa o desenvolvimento na infra-estrutura. Com a abertura dos portos brasileiros e a vinda da família real portuguesa retornar o dinamismo econômico da vila.

A produção de café no Brasil proporcinou a Santos um grande impulso econômico e em 1867 com a construção da Ferrovia São Paulo Railway que ligava Santos às lavouras cafeeiras de Jundiaí, fez com que o progresso do porto se tornasse algo até então inimaginável. Assim a cidade aumentou sua população excessivamente, ocupando toda a área entre o porto e o Monte Serrat. Depois da abolição dos escravos com a vinda de imigrantes italianos para substituir o trabalho dos negros, na agricultura, Santos se tornou a porta de entrada do Brasil a todos que tinham esperença de uma vida nova.

Só a partir do século XX, Santos se tornou definitivamente uma cidade turística, com a construção dos hotéis Internacional e Parque Balneário e com a construção dos jardins da orla de Santos a partir de 1935. Até hoje, o turismo em Santos é uma das atividades econômicas principais, ligado principalmente às praias e ao patrimônio histórico.

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