História

Ela é a cidade mais antiga do litoral norte paulista. Antes da colonização portuguesa, a região de era habitada por índios Tupinambás e Tupiniquins e tinham a serra de Boiçucanga como uma divisa natural das terras das tribos.

A ocupação portuguesa ocorreu junto com o início da História do Brasil  em 1502 numa expedição de Américo Vespúcio no dia 20 de janeiro, por isso recebeu o nome de São Sebastião, em homenagem ao santo do dia. E após a divisão do território em Capitanias Hereditárias foi doada aos para os sesmeiros Diogo de Unhate, Diogo Dias, João de Abreu, Gonçalo Pedroso e Francisco de Escobar Ortiz que foram os que iniciaram sua povoação, desenvolvendo o local com agricultura e a pesca. Naquela época a região contava com dezenas de engenhos de cana de açúcar que era responsável pelo desenvolvimento econômico. E isto possibilitou a emancipação político-administrativa de São Sebastião em 16 de março de 1636.

O desenvolvimento econômico prosseguiu baseado em culturas de cana de açúcar, café, fumo e pesca de baleia. O porto local, era utilizado para o transporte de mercadorias, do ouro das Minas Gerais, além de piratarias e contrabandismos, nessa época a cidade defendia-se com canhões dos ataques dos piratas pelo mar, o canal ajudava na sua proteção.

A economia sebastianense sempre viveu do mar para escoar suas riquezas, sabe-se também que as trilhas do Rio Grande e do Ribeirão do Itu situadas em Boiçucanga eram usadas pelas tropas na região. Eles surgiam por elas trazendo mercadorias de
fora e levando peixe seco. As trilhas foram ocupadas e alargadas, ainda no século XVII. Originaram delas as estradas atuais como é o caso da rodovia São Sebastião-Bertioga e da antiga Estrada Dória, conhecida hoje por Rio Pardo, que ligava São Sebastião à Salesópolis, em 1832. Mas o acesso ao Litoral Norte, mais precisamente para Caraguatatuba, já se fazia desde 1805 pelo caminho que partia de Paraibuna descia no canto da praia, correndo daí pela chamada estrada da marinha, até São Sebastião, atravessava um trajeto de 4 léguas, ou 22,2 quilômetros, até a antiga villa. Porém foi com a abertura da ferrovia Santos-São Paulo, por onde era feito o transporte da região por pequenos vapores da Companhia de Navegação Costeira e Lloyds Brasileiro, que proporcinou o aumento
da saída de mercadorias pelo porto de Santos, mas o transporte marítimo ainda foi muito utilizado até a década de 30. Ainda na metade do século XIX a região tinha também fazendas, onde 2.185 escravos chegaram a produzir no ano de 1854 cerca de 86 mil arrobas de café. Depois da abolição dos escravos o município entrou em declínio das suas atividades e começaram a utizar de canoas de voga que vinham de Santos e circulavam toda a região, assim passaram a viver da venda de bananas, da pesca artesanal e da agricultura de subsistência com pequenas roças de mandioca, feijão e milho, típicas das comunidades caiçaras isoladas
mesmo nos dias de hoje.

Na década de 40, implantou-se a infra-estrutura portuária e na década de 60, a Pretrobras instalou o Terminal Marítimo Almirante Barroso/TEBAR, com capacidade e atracagem de navios de até 400.000 toneladas. Esses fatores tornaram-se decisivos para retomar seu desenvolvimento econômico.

Sua descoberta como destino turístico ocorreu só após a abertura da rodovia Rio-Santos no final da década de 70, proporcionando a São Sebastião mais uma oportunidade de desenvolvimento, agora baseada no turismo como forma de movimentar sua economia.

São Sebastião prosperou por preservar parte de sua arquitetura colonial. Pois em 1969, técnicos do Patrimônio Histórico realizaram um levantamento arquitetônico o que levou ao tombamento de sete quadras no Centro (centro histórico), e a de alguns outros bens isolados como: a Igreja da Matriz, a Capela de São Gonçalo, o prédio da Câmara e Cadeia, o Convento Franciscano de Nossa Senhora do Amparo e a casa da praça do Forum. Assim, parte do testemunho histórico dos séculos XVII e XVIII permaneceram intactos. Hoje ainda conta com mais outro o antigo abrigo Batuíra, transformado em centro cultural de São Sebastião "Batuíra" localizado no bairro de São Francisco.
Pode-se conhecer o passado histórico da cidade numa visita monitorada ao centro, que inclui palestra sobre a história e apropriação das terras desde a ocupação indígena, a divisão em Capitanias e a doação das primeiras sesmarias nos atuais limites do município, além de um painel sobre a ocupação urbana, arquitetura e técnicas construtivas. Destacam-se os prédios da Câmara, da Cadeia e Igreja Matriz. Também pode-se fazer uma trilha com monitor até o sitio arqueológico e assim conhecer sobre o trafeco de escravos que feito na região.


Hoje a cidade mais moderna tem como um de seus principais pontos de encontro a Rua da Praia, onde esta localizado o teatro municipal, várias pizzarias, bares, sorveterias, restaurantes e onde esta localizada também a maior pista de skate com 7.000 m², considerada a maior do Brasil além de quadras de tenis, volei de areia, e para outros esportes.

Há também como atrativo algumas ilhas espalhadas pelo litoral da cidade.
Ilhas de Toque-Toque
Arquipélago de Alcatrazes
Ilha dos Gatos e das Couves
Ilha do Montão de Trigo

 

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